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Enxergando além da escala: dicas para verificar a cor e demais peculiaridades dos dentes

Como identificar a cor de um dente

De todos os aspectos em trabalhos protéticos, existe um que se destaca. Enquanto formas e texturas são pouco a pouco esquadrinhadas por nossos olhos, pincéis e brocas, o impacto causado pela cor é imediato. Na percepção do paciente, mesmo um planejamento bem feito e uma moldagem impecável ficarão em segundo plano caso o sorriso não pareça natural à primeira vista.

Ainda que o laboratório seja capaz de corrigir pequenas imprecisões de cor, a qualidade do resultado final pode ser comprometida. Quando um ajuste na coloração é demandado, uma nova aplicação e posterior queima podem reduzir a qualidade da cerâmica. A cada correção, os quase mil graus Celsius do forno podem prejudicar a resistência do material, além de dificultar detalhes que permitem os objetivos estéticos.

A chave para definir a cor com precisão está em usar métodos complementares. Embora o olho seja insubstituível na hora de determinar a tonalidade, a visão humana é muito subjetiva. Ou seja, mesmo um profissional experiente pode cometer erros. Nesse sentido, a tecnologia é uma aliada do dentista na hora de assegurar uma prótese fiel.

Para verificação das dimensões da cor (matiz, valor e croma), alguns dentistas utilizam equipamentos como o EasyShade, da Vita, um espectrofotômetro que, aliado à verificação da escala, garante uma alta margem de acerto. Se optar por esse aparelho, certifique-se de que ele está calibrado e faça as tomadas de cores nos três terços do dente. Isso permite que o degradê distribuído da cervical até a incisal do dente seja identificado e considerado no momento da aplicação.

Aliado a alguns equipamentos e aplicativos, seu smartphone também pode ser uma valiosa ferramenta de suporte à checagem na escala. A Smile Line, outra empresa de peso do segmento, vende aparelhos como o Smile Lite. Quando acoplados aos smartphones e calibrados por meio de um aplicativo, esses acessórios permitem que fotos sejam realizadas com alta fidelidade em relação à cor, com ou sem a ajuda da escala ao lado do dente referência. Graças a recursos como filtros de polarização e suportes com LEDs, acessórios para smartphones são capazes de fazer com que esses aparelhos contribuam não apenas para a definição da cor, mas também para registros de outros aspectos fundamentais relacionados à confecção do trabalho e suas peculiaridades, como textura e translucidez.

Existe, ainda, a possibilidade de utilizar a fotografia como meio complementar para a definição da cor. Porém, um novo conhecimento/habilidade terá de ser desenvolvido, uma vez que uma câmera profissional e seus variados flashes elevam os desafios dos registros fidedignos de referência.

Esse trabalho demanda noções básicas de fotografia. Fatores como luminosidade, foco, abertura do diafragma, ISO e velocidade do obturador serão determinantes para o sucesso da definição. Além disso, as fotografias também são úteis para que o técnico possa conhecer as características faciais do paciente. Rostos mais finos, mais largos, sorriso alto, baixo, ou seja, tudo isso é importante na hora de produzir o dente. Confira essa pesquisa sobre protocolo fotográfico para planejamento de restaurações estéticas em dentes anteriores.

Olhar de poucos segundos

Independentemente do método auxiliar, o uso da escala é sempre essencial. Na hora de comparar o dente, faça checagens curtas, de poucos segundos. Como a percepção das cores varia à medida que o olho se acostuma à imagem, a primeira impressão é mais objetiva. Também é importante estar atento à ocorrência de metamerismo, quando dois objetos parecem ter a mesma tonalidade apenas sob um tipo de luz. Para detectar esse fenômeno, utilize lâmpadas com diferentes temperaturas de cor ao longo do processo.

As fontes luminosas escolhidas nunca devem ser muito intensas, pois isso influenciará na determinação do valor, a dimensão mais importante da cor de um dente. Se um erro na definição desse aspecto é facilmente perceptível, sua identificação exata pode até mesmo compensar um pequeno deslize na seleção do matiz.

Visão ampla do tratamento

Na hora de se comunicar com o laboratório, tenha sempre em mente este princípio: a confecção de próteses é um trabalho que exige ampla visão a respeito do tratamento e do paciente. Para garantir um resultado integrado e harmônico, é necessário mais do que uma moldagem ideal e uma verificação de cor precisa. Dados do paciente, como seus hábitos, estado de saúde e idade, se é fumante e sedentário, entre outros, também não podem ficar de fora do requerimento. Quanto mais, melhor.

O conhecimento do planejamento realizado no consultório é mais um aspecto de grande valia para o protético, pois ele já poderá considerar no modelo de gesso as limitações que o dentista encontrou em boca. Em casos, por exemplo, de trabalhos estéticos com facetas ou lentes, o dentista precisará levar em conta o cimento e a técnica escolhidos para prever a cor que a prótese assumirá na boca do paciente.

Por fim, a qualidade e a diversidade das informações, seja por meio de fotografias feitas pelo dentista ou não, serão determinantes para dar noção de conjunto ao técnico. Afinal, ele tem o desafio de projetar no laboratório a previsibilidade que o dentista espera no consultório. Esse trabalho coletivo, mas em locais separados, depende de todo o tipo de informação possível. Mais é mais!

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